Um homem de 34 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (27), em Torixoréu, suspeito de praticar violência sexual e física contra a própria filha, uma adolescente de 13 anos.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil após a vítima relatar os fatos no ambiente escolar. Diante da situação, a coordenação da unidade de ensino acionou o Conselho Tutelar, que encaminhou a adolescente para atendimento especializado e comunicou o caso à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Torixoréu.
Na sequência, policiais civis iniciaram diligências e localizaram o suspeito na residência da família. Ele foi conduzido até a unidade policial.
A adolescente foi submetida a atendimento especializado e a exame médico-legal preliminar, que, segundo a Polícia Civil, apontou sinais compatíveis com violência física e sexual. Durante escuta especializada, a vítima também confirmou as violências sofridas.
Polícia apura possível envolvimento de outra menor
Durante os atendimentos, a adolescente revelou ainda uma possível situação de violência envolvendo uma irmã mais nova. A informação passou a ser investigada imediatamente pela rede de proteção e pela Polícia Civil, que realiza diligências específicas para esclarecer o caso.
A prisão em flagrante do suspeito foi ratificada inicialmente pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal decorrente de violência doméstica e familiar, conforme os artigos 217-A e 129, parágrafo 13, do Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil, a autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade dos fatos, o vínculo familiar entre o suspeito e as vítimas, a informação sobre possível repetição das condutas e a necessidade de garantir a proteção das menores.
Também foram solicitadas medidas protetivas em favor das vítimas.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para a completa apuração do caso, incluindo a verificação de possíveis episódios anteriores e a confirmação de eventual envolvimento de outra vítima dentro do mesmo núcleo familiar.
Por se tratar de uma ocorrência envolvendo crianças e adolescentes, as autoridades informaram que a identidade das vítimas e outras informações que possam permitir sua identificação serão preservadas, conforme determina a legislação de proteção integral.
A Polícia Judiciária Civil reforçou a importância de que casos de violência contra crianças e adolescentes sejam comunicados imediatamente à Polícia Civil, ao Conselho Tutelar ou aos demais órgãos da rede de proteção, permitindo uma atuação rápida e eficaz das autoridades.