Segundo as informações apuradas pela investigação, o crime ocorreu na manhã do último sábado (22). A suspeita teria permanecido na residência aguardando o momento em que a sogra estivesse na área dos fundos do imóvel.
Suspeita diz que queria impedir separação
Durante o depoimento ao delegado Daniel Moura, Alessandra afirmou que teria planejado o ataque como uma forma de tentar impedir que o marido colocasse fim ao relacionamento.
Segundo ela, a intenção era fazer com que o marido permanecesse ao seu lado após a morte da mãe dele. A suspeita também declarou que se arrependeu depois do crime e não conseguiu deixar o local.
A investigação aponta que Alessandra teria acordado por volta das 4h com a intenção inicial de ir trabalhar, mas decidiu não comparecer ao serviço. Em seguida, permaneceu no imóvel esperando a sogra abrir uma porta nos fundos.
Quando a vítima apareceu, teria sido surpreendida e atacada com um pedaço de madeira. Durante o depoimento, a suspeita relatou que a mulher chegou a gritar, mas posteriormente deixou de responder.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, Alessandra teria utilizado outros meios durante a agressão, incluindo um fio elétrico.
Mensagem enviada antes do crime
Um dos detalhes mencionados durante o interrogatório foi uma mensagem enviada pela vítima à própria nora antes do assassinato.
De acordo com Alessandra, a sogra havia encaminhado uma oração pelo WhatsApp. Ela afirmou que somente percebeu a mensagem depois que o crime já havia acontecido.
A polícia também analisa o relacionamento entre a vítima, a suspeita e o filho da mulher assassinada para esclarecer as circunstâncias e a possível motivação do homicídio.
Prisão preventiva
Após ser presa em flagrante, Alessandra passou por audiência de custódia no domingo (23). A Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva.
Na decisão, o juiz Nelson Luiz Pereira Júnior, da 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, considerou a forma como o crime teria sido executado e apontou elementos que, neste momento da investigação, indicam risco à ordem pública.